Primeiro registro de Cryptococcus neoformans em excretas de pombos provenientes de locais públicos e residenciais de área metropolitana de Cuiabá, Estado do Mato Grosso, Brasil

Autores

  • Doracilde Terumi Takahara Universidade Federal do Mato Grosso; Faculdade de Medicina; Laboratorio de Micologia
  • Marcia dos Santos Lazera Fundacao Oswaldo Cruz; Instituto de Pesquisas Clinicas Evandro Chagas; Laboratorio de Micologia
  • Bodo Wanke Fundacao Oswaldo Cruz; Instituto de Pesquisas Clinicas Evandro Chagas; Laboratorio de Micologia
  • Luciana Trilles Fundacao Oswaldo Cruz; Instituto de Pesquisas Clinicas Evandro Chagas; Laboratorio de Micologia
  • Valeria Dutra Universidade Federal do Mato Grosso; Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinaria; Laboratorio de Biologia Molecular Veterinaria
  • Daphine Ariadne Jesus de Paula Universidade Federal do Mato Grosso; Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinaria; Laboratorio de Biologia Molecular Veterinaria
  • Luciano Nakazato Universidade Federal do Mato Grosso; Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinaria; Laboratorio de Biologia Molecular Veterinaria
  • Mariana Caselli Anzai Universidade Federal do Mato Grosso; Faculdade de Medicina; Laboratorio de Micologia
  • Diniz Pereira Leite Junior Universidade Federal do Mato Grosso; Faculdade de Medicina; Laboratorio de Micologia
  • Claudete Rodrigues Paula Universidade de Sao Paulo; Instituto de Ciencias Biologicas; Laboratorio de Leveduras Patogenicas
  • Rosane Christine Hahn Universidade Federal do Mato Grosso; Faculdade de Medicina; Laboratorio de Micologia

Resumo

RESUMO A criptococose é micose sistêmica potencialmente grave causada por duas espécies do gênero Cryptococcus que acometem tanto homens como animais: Cryptococcus neoformans e C. gattii. São infecções cosmopolitas e emergentes, resultantes da interação do hospedeiro - humano e animal versus meio ambiente. A proposta deste trabalho foi avaliar a ocorrência de C. neoformans em 122 amostras de excretas secas de pombos coletadas em 49 locais na cidade de Cuiabá, Estado do Mato Grosso, Brasil, incluindo: praças públicas (n = 5), igrejas (n = 4), instituições de ensino (n = 3), unidades de saúde (n = 8), áreas abertas exibindo cobertura de amianto (n = 4), conjuntos residenciais domiciliares (n = 23), uma fábrica (n = 1) e um presídio (n = 1). Semeadura de suspensão de amostras em meio ágar niger (NSA), identificação fenotípica por provas bioquímicas e teste em meio de canavanina-glicina-azul de bromotimol, das colônias isoladas com pigmentação marrom escura. Foi também utilizada a técnica da reação em cadeia da polimerase com pares de iniciadores específicos para identificação de C. neoformans. As amostras foram coletadas de julho a dezembro de 2010. Cryptococcus neoformans foi isolado em oito (6,6%) de 122 amostras correspondendo a seis (12,2%) dos 49 sítios analisados. Cryptococcus neoformans associado a excretas de pombos ocorre em áreas de Cuiabá, predominando em residências nas amostras analisadas, constituindo fator de risco potencial para aquisição da doença tanto para indivíduos imunocomprometidos como imunocompetentes.

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Publicado

2013-12-01

Edição

Seção

Micologia

Como Citar

Takahara, D. T., Lazera, M. dos S., Wanke, B., Trilles, L., Dutra, V., Paula, D. A. J. de, Nakazato, L., Anzai, M. C., Leite Junior, D. P., Paula, C. R., & Hahn, R. C. (2013). Primeiro registro de Cryptococcus neoformans em excretas de pombos provenientes de locais públicos e residenciais de área metropolitana de Cuiabá, Estado do Mato Grosso, Brasil . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 55(6), 371-376. https://journals.usp.br/rimtsp/article/view/78676