As regras de Descartes: uma epistemologia interrompida

Autores/as

  • Alfredo Gatto Università Vita-Salute San Raffaele, Milão, Itália

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2022.199609

Palabras clave:

Descartes, Regras, Epistemologia, Metafísica, Verdades eternas

Resumen

O artigo tem como objetivo investigar as razões que levaram Descartes a não concluir as Regras para a direção do Espírito, estabelecendo uma relação entre a interrupção da obra e a teoria de 1630 sobre a natureza criada das verdades eternas. Com a doutrina da livre criação das verdades, Descartes apresenta uma proposta metafísica que exigia uma revisitação dos pressupostos da sua própria epistemologia. Se nas Regras a matemática e a geometria eram consideradas isentas de toda incerteza, com a entrada em cena da teoria de 1630 essas disciplinas encontram-se submetidas à causalidade arbitrária da onipotência divina. Essa consideração metafísica requer uma reflexão ulterior para avaliar as suas consequências. O projeto das Regras – interrompido, mas não abandonado – será assim reformulado à luz da novidade metafísica de 1630. As Meditações se encarregarão dessa tarefa, demonstrando de que modo a natureza criada das verdades eternas não implica colocar em questão o conhecimento humano. 

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Referencias

ALQUIE, F. (1987). La découverte métaphysique de l’homme chez Descartes. Paris : PUF.

CRAPULLI, G. (1964). “Note all’edizione critica di Adam-Tannery delle Regulae ad directionem ingenii di Descartes”, in: Rivista critica di storia della filosofia, vol. 19, n. 1, pp. 54-61.

DESCARTES, R. (1966). Regulae ad directionem ingenii. Texte critique établi par Giovanni Crapulli (Cr) avec la version hollandaise du XVIIe siècle. La Haye : M. Nijhoff.

DESCARTES, R. (1897) Correspondance, avril 1622 – février 1638. Oeuvres de Descartes, Tome I. Publiée par Charles Adam et Paul Tannery (AT). Paris : Léopold Cerf, imprimeur-éditeur.

DESCARTES, R. (1901) Correspondance, juillet 1643 – avil 1647. Oeuvres de Descartes, Tome IV. Publiée par Charles Adam et Paul Tannery (AT). Paris : Léopold Cerf, imprimeur-éditeur.

DESCARTES, R. (1904) Meditationes de Prima Philosophia. Oeuvres de Descartes, Tome VII. Publiée par Charles Adam et Paul Tannery (AT). Paris : Léopold Cerf, imprimeur-éditeur.

DESCARTES, R. (1908) Regulae ad directionem ingenii. Oeuvres de Descartes, Tome X. Publiée par Charles Adam et Paul Tannery (AT). Paris : Léopold Cerf, imprimeur-éditeur.

GUEROULT, M. (1968). Descartes selon l’ordre des raisons. Paris : Aubier.

HEIDEGGER, M. (2006). Einführung in die phänomenologische Forschung. Frankfurt am Main: Vittorio Klostermann.

MARION, J.-L. (1992). “Metodo e metafisica: le nature semplici”, in: BELGIOIOSO, B. (ed.) Cartesiana. Lecce: Congedo, pp. 3-27.

MARION, J.-L. (2000). Sur l’ontologie grise de Descartes. Paris : Vrin.

NATORP, P. (1882). Descartes, Erkenntnistheorie. Eine Studie zur Vorgeschichte des Kriticismus.Marburg : Elwert.

NATORP, P. (1896). “Le développement de la pensée de Descartes. Depuis les Regulae jusqu’aux Méditations”, in : Revue de Métaphysique et de Morale, vol. 4, n. 4, pp. 416-432.

VALENTIM, M. A. (2008). “Método e metafísica: Descartes entre as Regras e as Meditações”, in: Revista Dois Pontos, vol. 5, n. 1, pp. 43-66.

WEBER, J.-P. (1964) La constitution du texte des Regulae. Paris : Sedes.

Publicado

2022-06-30

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

Gatto, A. (2022). As regras de Descartes: uma epistemologia interrompida. Cadernos Espinosanos, 46, 15-29. https://doi.org/10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2022.199609