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Foraminíferos Fósseis da Bacia do Marajó

Setembrino Petri

Resumo


No presente trabalho são descritos foraminíferos fósseis separados de testemunhos de sondagem e amostras de calha da sondagem do Conselho Nacional do Petróleo localisada 110 vale do rio Cururú, Ilha de Marajó (Sondagem C R -l-P A ). (Pig. 1). Esta sondagem foi localisada na bacia sedimentar limitada por falhas, conhecida como fóssa do Marajó, compreendendo a ilha de Marajó e regiões circunvizinhas. Foi depositado, nesta bacia, espesso pacote de sedimentos, atingindo, em alguns lugares, mais de 4.000 m de espessura. A existência desta fóssa até bem pouco tempo atrás (1946) não era -suspeitada, admitindo-se que a região era ocupada por sedimentos terciários (série Barreira?) e aluvião de espessura relativamente pequena. A verificação de um a bacia de intensa sedimentação na região só foi revelada graças a trabalhos de Geofísica feitos por intermédio do Conselho Nacional do Petróleo, pois a inexistência de afloramentos não permitem estudos de Geologia de superfície. A maior parte dos foraminíferos descritos provém do intervalo de 245 111 740 m, existindo contudo, foraminíferos fósseis até a profundidade de 2.425 metros. A idade dêsses fósseis é miocênica na parte superior e eocêniea  e  cretácica na parte inferior. Contudo os foraminíferos do Eoceno e do Cretáceo estão retrabalhados. Também foi discutida a estratigrafía da sondagem de Cururú, bem como de duas outras existentes na mesma fóssa, Limoeiro (L M -l-P A ) e Badajos (B J-l-P A ). As correlações dos sedimentos dêsses três poços são incertas não só devido aos ambientes de sedimentação diferentes, como também as distancias geográficas que os separam


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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/bmffclusp.v0i11.121475

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