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O Baobá na paisagem africana: singularidades de uma conjugação entre natural e artificial

Maurício Waldman

Resumo


A organização do espaço tradicional tem recebido pouca atenção da geografia, consideração que para a África, é particularmente verdadeira. O objetivo deste texto é discutir este tema a partir da árvore que autenticamente é um símbolo do continente: o Baobá. Uma ponderação essencial é que em África, a conceituação clássica de espaço faz pouco sentido em face de inferências culturais específicas de naturalidade e artificialidade. Baseadas num enfoque que valoriza a singularidade do continente estão novas formas de percepção e entendimento do espaço. Na África tradicional, os Baobás constituem um marcador social, indissociável da comunidade aldeã e dos seus dinamismos. Ademais, os Baobás, ao atuarem como fixos, são passíveis de representações que reatualizam o seu papel, mantendo-o como um ícone que anima as novas gerações de africanos e de afro-descendentes no resgate e afirmação de sua identidade.

Palavras-chave


Baobá; Espaço tradicional africano; Imaginário tradicional africano; Alterações antropogênicas; Cultura.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2526-303X.v0iespp223-235

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